
Basta apenas uma só flor, de qualquer perfume que nos inebria e se vira para um horizonte por descobrir. No ar, no mar de um oceano por navegar, na forte emoção de viver tempestade e de um olhar de um jamais de mãos erguidas num alcançar perdido. Foi o que afirmou o filósofo, bretão, estranho, pulsando na ponta da língua o muito que ficou por dizer. Vá, conta-me o que te mata, o que destrói o teu sentir. Diz-me o que comanda o teu coração. Esse que pulsa em teu peito, vestido de vermelho a martelar, incessante, a suprimir todos os medos, os que ficam e os que se perdem na areia molhada de uma praia deserta. Certeira, directa à espinha, enquanto grita verde a canção do nunca mais e ficas. Ali. Inerte. Paralítica. Na procura de uma cadeira de rodas. Perdida no caminhar.
5 comentários:
Forte! Muito Forte!
E há quem saiba? E há quem diga?
E há quem sequer se confesse paralítico?
Bj
Sei de uma lágrima que correu...
Há flores que n morrem na inércia!
Intenso!
Fica um beijo...
bolas! k murro levei. Imagem e palavras....Bj
Que saudades dos teus textos, Alexandre! Com este, então, fiquei emudecida. Deixo-te um beijo doce. Só isso.
Olá Alexandre
Triste... alma partida, dorida feita em pedaços...
de um corpo
inerte
Nas tuas palavras
ouve-se
o
grito...
Um beijo
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